...É um guarda roupa vazio que me fascina e um quarto cheio de saudades que me entristece. É uma cama todinha pra mim, mas que me lembra uma ausência.
... é um mas...feliz mas...livre mas...sozinha mas...
domingo, 3 de abril de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Mãe não morre engasgada!
Vocês vão dizer que está muito esquisito e impactante não é mesmo? Mas minha mãe sempre dizia a frase ai de cima e pelo que entendo ela queria dizer que mãe não tem tempo nem de comer e quando arruma um tempinho é tao curto que impossivel o engasgue, se houver outras interpertações me avisem.
E tem subtítulos do tipo:Ser mãe é não ter tempo de pensar, chorar e outras coisas do gênero!
As vezes você tem inúmeras coisas pra reorganizar no seu pensamento, muitos "is" pra serem pontuados, angústias a serem resolvidas, choros engasgados a semanas e tudo isso vem a tona no fim da tarde de um sábado ensolarado, mas você, mãe, tem outras respostas a dar, respostas tipo, "Mama os dinossauros eram maiores que os prédios?
-Sim querida eram muito grandes.
E eles esmagavam os prédios com seus pés enormes?
-Não querida não havia prédio naquela época.
E eles eram brasileiros? Gauchos? Itaquienses?
-Mas que diferença faz criatura se eram Afegãos, Capixabas ou Soteropolitanos? Eles ja eram!
Vá logo escovar seus dentes isso sim!
Conte mãe! Até mil.
Já pesquisei com várias amigas minhas, e ta aí uma situação que uma mãe quer sair gritando porta a fora pra não sei onde e ficar lá até não sei quando.Ai atire a primeira pedra a mãesinha que nunca sentiu isso. E não quer dizer que não amo demais, muito muito minha pequenina, só quer dizer que mãe é não é super herói, que mãe precisa de tempo as vezes.
Outro subtítulo. Ser mãe é padecer no circo.
Era um circo antigo que vi quando tinha seis anos. Lá fui eu pra fila do circo na sexta a noite com a filhota e mais cinco amiguinhas.
Começa o "espetáculo", o palhaço expõe as piadas mais sem graça que o salário mínimo dos brasileiros enquanto isso eu refletia sobre o que aquele palhaço pensava ali enquanto falava aquele monte de bobagem, pensava na contas a pagar, na briga com a filha que teve horas atras, no buraco que abriu na lona velha do circo.
O pior foi a maça do amor, quis colocar um pouco de romantismo naquilo tudo mas foi em vão, o marido da dona da maça do amor com certeza havia fugido com a trapezista! Estava terrível!
Ta!Ta...eu sei, está faltando um pouco de romantismo né!Mas as pequenas coisas do dia a dia que são enormes, que são lindas.Amei as gargalhadas da Antonia naquele dia.
Amo por exemplo ficar com minha pequenina a noite deitada uma de frente pra outra nos perguntando, "ta feliz?".Amo preparar o lanche dela e as 17h pegar ela na porta da sala perguntando "como foi a aula de hoje?".De noite juntar minhas mãos nas maosinhas dela pra rezarmos anjo bom.É tudo pra mim, quando ela acorda e me diz "bom dia flor do dia!".Amo ver ela dançando, sorrindo, brincando, isso tudo me faz tão feliz!
Só toquei nestes subtítulos pra constatar mais uma vez que ser criança é tudo de bom, é não preocupar-se com nada, muito menos com a situação financeira e familiar do palhaço do circo e da fuga do cônjuje da tia da maça do amor com a trapezista 30 anos mais nova.
Sem ilusionismo...Ser criança é mágico!
Tempo pra escrever este texto? 00:57 da madrugada enquanto cuido pra não me engasgar com o lanche que como.
Nana
27/02/2011
E tem subtítulos do tipo:Ser mãe é não ter tempo de pensar, chorar e outras coisas do gênero!
As vezes você tem inúmeras coisas pra reorganizar no seu pensamento, muitos "is" pra serem pontuados, angústias a serem resolvidas, choros engasgados a semanas e tudo isso vem a tona no fim da tarde de um sábado ensolarado, mas você, mãe, tem outras respostas a dar, respostas tipo, "Mama os dinossauros eram maiores que os prédios?
-Sim querida eram muito grandes.
E eles esmagavam os prédios com seus pés enormes?
-Não querida não havia prédio naquela época.
E eles eram brasileiros? Gauchos? Itaquienses?
-Mas que diferença faz criatura se eram Afegãos, Capixabas ou Soteropolitanos? Eles ja eram!
Vá logo escovar seus dentes isso sim!
Conte mãe! Até mil.
Já pesquisei com várias amigas minhas, e ta aí uma situação que uma mãe quer sair gritando porta a fora pra não sei onde e ficar lá até não sei quando.Ai atire a primeira pedra a mãesinha que nunca sentiu isso. E não quer dizer que não amo demais, muito muito minha pequenina, só quer dizer que mãe é não é super herói, que mãe precisa de tempo as vezes.
Outro subtítulo. Ser mãe é padecer no circo.
Era um circo antigo que vi quando tinha seis anos. Lá fui eu pra fila do circo na sexta a noite com a filhota e mais cinco amiguinhas.
Começa o "espetáculo", o palhaço expõe as piadas mais sem graça que o salário mínimo dos brasileiros enquanto isso eu refletia sobre o que aquele palhaço pensava ali enquanto falava aquele monte de bobagem, pensava na contas a pagar, na briga com a filha que teve horas atras, no buraco que abriu na lona velha do circo.
O pior foi a maça do amor, quis colocar um pouco de romantismo naquilo tudo mas foi em vão, o marido da dona da maça do amor com certeza havia fugido com a trapezista! Estava terrível!
Ta!Ta...eu sei, está faltando um pouco de romantismo né!Mas as pequenas coisas do dia a dia que são enormes, que são lindas.Amei as gargalhadas da Antonia naquele dia.
Amo por exemplo ficar com minha pequenina a noite deitada uma de frente pra outra nos perguntando, "ta feliz?".Amo preparar o lanche dela e as 17h pegar ela na porta da sala perguntando "como foi a aula de hoje?".De noite juntar minhas mãos nas maosinhas dela pra rezarmos anjo bom.É tudo pra mim, quando ela acorda e me diz "bom dia flor do dia!".Amo ver ela dançando, sorrindo, brincando, isso tudo me faz tão feliz!
Só toquei nestes subtítulos pra constatar mais uma vez que ser criança é tudo de bom, é não preocupar-se com nada, muito menos com a situação financeira e familiar do palhaço do circo e da fuga do cônjuje da tia da maça do amor com a trapezista 30 anos mais nova.
Sem ilusionismo...Ser criança é mágico!
Tempo pra escrever este texto? 00:57 da madrugada enquanto cuido pra não me engasgar com o lanche que como.
Nana
27/02/2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Eu
Adoro a luz sol, sou avessa ao calorão infernal e amo a noite!
Sou boêmia amo um sábado bem animado com amigos até a madrugada, mas não abro mão da manhã de domingo.
Ouço de Luis Marenco a Brian Adams... (neste meio não se encaixa forró nem bandinha, mas um funksinho vai de vez enquando), adoro Elis Regina, Fafá de Belém e Vanusa (menos cantando o hino nacional), Raul Seixas, Baitaca, Titãs, Mariah Carey as antigas do Roberto Carlos, Cascaveletes Garotos da Rua, Bruno e Marrone e Art Popular.
Tomo água fria depois do café, gosto de um bom churrasco de ovelha bem gordo e não abro mão da beterraba crua ralada, sobre a azeitona não tenho opinião formada até agora... E na segunda feira depois do churrasco gordo adoro minha bike!
Amo Fotografia faço Matemática, não gosto de Português... Mas já quis ser Jornalista (acho que às vezes ainda quero).
Sou do Itaqui no “garrão” do Rio Grande!
Sou calça jeens, tênis, camiseta bota e bombacha e sou um bom baile de debutantes, com cerveja!
Amo violão, mas adoro minhas unhas pintadas.
Já tive vontade de sair com uma mochila nas costas, mas deu preguiça.
Adoro Martha Medeiros (mas não concordo que boate é coisa de gente triste), adoro CQC, Jornal Nacional, novelas do Manoel Carlos e amo piadas.
Não gosto de política, ignorância é colocar gente lá pra nos fazer de tolos! Sou adepta a “Lei da Atração”, mas dinheiro? Pro bar ta bom! Hehehehehe
Tenho medo de escuro e pânico de sapos!
Amo de paixão copa do mundo, sonho que ando de roller, assisto o mundial de skate, enquanto faço ponto cruz.
Se acertasse na Mega Sena? Jura que ia trabalhar.
Encaro problemas como se eles pudessem ser sempre piores, e a felicidade como se ela viesse na medida certa.
Sou colorada, adoro amarelo, azul também.
Tenho uma dor que não passa e um bom humor constante.
Lembro do passado sim, de quando era criança... Era tudo tão...Menos complexo
As amiguinhas da minha filha de cinco anos já me chamam de “tia”! Hum... Tudo bem, ela tem amiguinhas!
Não gosto de gente falsa, nem de gente fofoqueira (quem gosta né), do valor a humildade e a gratidão, a falta de educação me tira do sério.
Amo a calmaria do campo, e amo a agitação da praia.
Não acredito em destino, cartas, tarôs, simpatias, e não acredito que “nada é por acaso” a gente é que faz acontecer.Acredito sim é que “quem canta seus males espanta!” e que “Deus ajuda quem cedo madruga”.
Confesso! Não mando no meu coração, mas tenho pleno poder sobre ele.
Acredito que a felicidade agente escolhe, a minha, por exemplo, ta neste diálogo aí embaixo
Antonia diz: quer que eu te explique mama o quanto te amo?
Eu respondo: quero
Ela diz: “NÃO TEM EXPLICAÇÃO”
Eu sou eu, com meus medos, meus desesperos, minhas anciãs, minhas indecisões, minhas alegrias, tristezas, mágoas, mas sou mais eu com minha alegria, minha força, minha esperança meus sonhos também (sim eu sonho), com minha insegurança, minha vontade de viver enorme (e viver tudo de uma vez, ao mesmo tempo), e sou eu com meu romantismo (sério ainda acredito no amor verdadeiro... acho).
Sou eu com meus amigos, minhas irmãs (que também se encaixam nos meus amigos) sou eu com minha pequenina e minha sobrinha amada, e com meu amor, sou eu na saudade de minha mãe, e sou eu no meu pai que me da suporte pra vida... E que me ensinou a confiar nas pessoas até que me provem o contrário.
Enfim, HOJE esta sou eu, amanhã posso ter perdido o medo de sapos e começado gostar de forró! Ai!
Sou boêmia amo um sábado bem animado com amigos até a madrugada, mas não abro mão da manhã de domingo.
Ouço de Luis Marenco a Brian Adams... (neste meio não se encaixa forró nem bandinha, mas um funksinho vai de vez enquando), adoro Elis Regina, Fafá de Belém e Vanusa (menos cantando o hino nacional), Raul Seixas, Baitaca, Titãs, Mariah Carey as antigas do Roberto Carlos, Cascaveletes Garotos da Rua, Bruno e Marrone e Art Popular.
Tomo água fria depois do café, gosto de um bom churrasco de ovelha bem gordo e não abro mão da beterraba crua ralada, sobre a azeitona não tenho opinião formada até agora... E na segunda feira depois do churrasco gordo adoro minha bike!
Amo Fotografia faço Matemática, não gosto de Português... Mas já quis ser Jornalista (acho que às vezes ainda quero).
Sou do Itaqui no “garrão” do Rio Grande!
Sou calça jeens, tênis, camiseta bota e bombacha e sou um bom baile de debutantes, com cerveja!
Amo violão, mas adoro minhas unhas pintadas.
Já tive vontade de sair com uma mochila nas costas, mas deu preguiça.
Adoro Martha Medeiros (mas não concordo que boate é coisa de gente triste), adoro CQC, Jornal Nacional, novelas do Manoel Carlos e amo piadas.
Não gosto de política, ignorância é colocar gente lá pra nos fazer de tolos! Sou adepta a “Lei da Atração”, mas dinheiro? Pro bar ta bom! Hehehehehe
Tenho medo de escuro e pânico de sapos!
Amo de paixão copa do mundo, sonho que ando de roller, assisto o mundial de skate, enquanto faço ponto cruz.
Se acertasse na Mega Sena? Jura que ia trabalhar.
Encaro problemas como se eles pudessem ser sempre piores, e a felicidade como se ela viesse na medida certa.
Sou colorada, adoro amarelo, azul também.
Tenho uma dor que não passa e um bom humor constante.
Lembro do passado sim, de quando era criança... Era tudo tão...Menos complexo
As amiguinhas da minha filha de cinco anos já me chamam de “tia”! Hum... Tudo bem, ela tem amiguinhas!
Não gosto de gente falsa, nem de gente fofoqueira (quem gosta né), do valor a humildade e a gratidão, a falta de educação me tira do sério.
Amo a calmaria do campo, e amo a agitação da praia.
Não acredito em destino, cartas, tarôs, simpatias, e não acredito que “nada é por acaso” a gente é que faz acontecer.Acredito sim é que “quem canta seus males espanta!” e que “Deus ajuda quem cedo madruga”.
Confesso! Não mando no meu coração, mas tenho pleno poder sobre ele.
Acredito que a felicidade agente escolhe, a minha, por exemplo, ta neste diálogo aí embaixo
Antonia diz: quer que eu te explique mama o quanto te amo?
Eu respondo: quero
Ela diz: “NÃO TEM EXPLICAÇÃO”
Eu sou eu, com meus medos, meus desesperos, minhas anciãs, minhas indecisões, minhas alegrias, tristezas, mágoas, mas sou mais eu com minha alegria, minha força, minha esperança meus sonhos também (sim eu sonho), com minha insegurança, minha vontade de viver enorme (e viver tudo de uma vez, ao mesmo tempo), e sou eu com meu romantismo (sério ainda acredito no amor verdadeiro... acho).
Sou eu com meus amigos, minhas irmãs (que também se encaixam nos meus amigos) sou eu com minha pequenina e minha sobrinha amada, e com meu amor, sou eu na saudade de minha mãe, e sou eu no meu pai que me da suporte pra vida... E que me ensinou a confiar nas pessoas até que me provem o contrário.
Enfim, HOJE esta sou eu, amanhã posso ter perdido o medo de sapos e começado gostar de forró! Ai!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Os 30! e poucas horas!!!!
Ontem foi meu trigésimo aniversário, a um tempo atrás escrevi uma crônica chamada "Os 20 e todos", que falava sobre a preocupação de uma amiga em chegar aos trinta, ela ficava apavorada, e no dia que chegou então, ela estava desgostosa da vida. Ontem chegou a minha vez de provar a troca de décadas, e ainda acho que é na casa dos trinta que somos melhores que antes, que temos mais lucidez pra resolver nossos problemas, e penso também que é só um número que está em nossos documentos, mas que dá um certo "nem sei o que" isso dá!
Sei lá, uma certa...digamos assim...melancolia. Mas ainda fico com meu pensamento de que somos melhores e mais maduros com nossos pés de galinha já MEIO, QUASE aparentes, com a briga constante com aquela nossa inimiga chamada balança, com nosso espanto quando soubemos que aquela menininha que morava ao lado da casa da vó já está com dezoito anos e você não consegue calar a frase "Mas como? Eu lembro quando a Fulaninha nasceu!", e pior é quando você enxerga que a criança cresceu mesmo no bar da balada na sexta feira. Sem contar quando você diz que pegou a Sicraninha no colo e trocou a fralda dela, e quando você sem querer larga aquela frase "No meu tempo era assim" Ai!Mente quem não tem um pequeno, mas muito pequeno pavor nesta hora não é mesmo?
Mas enfim, somos melhores psicológicamente hoje, e isso vale mais.
E vamos esquecer a idade cronológica em um bar ou balada proibida para menores de dezoito.
Sei lá, uma certa...digamos assim...melancolia. Mas ainda fico com meu pensamento de que somos melhores e mais maduros com nossos pés de galinha já MEIO, QUASE aparentes, com a briga constante com aquela nossa inimiga chamada balança, com nosso espanto quando soubemos que aquela menininha que morava ao lado da casa da vó já está com dezoito anos e você não consegue calar a frase "Mas como? Eu lembro quando a Fulaninha nasceu!", e pior é quando você enxerga que a criança cresceu mesmo no bar da balada na sexta feira. Sem contar quando você diz que pegou a Sicraninha no colo e trocou a fralda dela, e quando você sem querer larga aquela frase "No meu tempo era assim" Ai!Mente quem não tem um pequeno, mas muito pequeno pavor nesta hora não é mesmo?
Mas enfim, somos melhores psicológicamente hoje, e isso vale mais.
E vamos esquecer a idade cronológica em um bar ou balada proibida para menores de dezoito.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Todo o tempo do mundo
Trabalhei no feriado ontem, fui mesária voluntária na eleição para coneselheiros tutelares daqui da minha cidade. Podem muitos não concordarem mas gostei de trabalhar neste feriado. Neste tipo de trabalho se enxerga vários tipos de pessoas, com várias personalidades e jeitos de ser totalmente diferentes. A gente enxerga pessoas educadas, muito educadas assim como se vê pessoas mal educadas e muito mal educadas, o que me irrita muito. Pessoas com bom e mau humor, sorte nossa que ainda prevalece o bom humor e a boa educação, e principalmente os idosos, pessoas com idade já avançada e que já passaram por poucas e boas -meio contraditório este poucas e boas- na vida mas acima de tudo prezam a vida em si. Tem constantemente um sorriso no rosto, um muito obrigada nos lábios, e um baita humor em cada ruga da face. Sem falar na força interna e na esperança de cada um deles.
Ontem uma senhora com mais ou menos setenta e poucos anos chegou para votar, me entregou os documentos, procurei seu nome na lista e dei para ela assinar, foi quando ela muito devagar abaixou-se na mesa com a caneta na mão e susurrou baixinho uma frase que me chamou atenção, "meu nome eu trago aqui óh!", e puxou uma tira de papel ja surrado e velho do bolso da camisa onde a fracos traços de lápis preto dizia seu nome em letra cursiva escrito por ela mesma, franzindo a testa e olhando meio que com dificuldade para enxergar copiava sua assinatura do papel para a lista de votantes...Preciso acrescentar alguma coisa mais aqui a este texto?
Achei no mínimo emocionante esta cena, imaginei a tamanha felicidade daquela dita "velha", em poder mesmo que, com relutância assinar seu próprio nome ali, aquela senhora pra mim é sim, uma jovem que sonha ainda que em pouco tempo e acredita ver seus sonhos realizados, uma jovem que vê na vida sempre mais, sempre um apredizado.
Noutro momento um senhor de cabelos alvos, entrou sorridente comentando sobre o segundo turno das eleições para a presidência, dizia em bom som e com sorriso no rosto: "vamos lá de novo, escolhemos, e depois se não dá certo nós tiramos eles e colocamos outros", achei o máximo a juventude que vinha de dentro daquele dito "velho", quer mais jovialidade que isso? quer mais força física e mental que isso?
Enquanto nós "jovens" de vinte e poucos nos escabelamos e achamos por vezes ou outra estarmos cansados da vida, chega uma jovem guria sonhadora de setenta e poucos, e um guri idealista de noventa e poucos pra nos dizer: Acordem, não envelheçam antes do tempo, não cansem antes da hora, aliás, não existe hora pra ficar cansado meus jovens, vamos à luta, temos todo o tempo do mundo.
...perder estes "velhos" é perder um mundo novo...
Nana
13/10/2010
Ontem uma senhora com mais ou menos setenta e poucos anos chegou para votar, me entregou os documentos, procurei seu nome na lista e dei para ela assinar, foi quando ela muito devagar abaixou-se na mesa com a caneta na mão e susurrou baixinho uma frase que me chamou atenção, "meu nome eu trago aqui óh!", e puxou uma tira de papel ja surrado e velho do bolso da camisa onde a fracos traços de lápis preto dizia seu nome em letra cursiva escrito por ela mesma, franzindo a testa e olhando meio que com dificuldade para enxergar copiava sua assinatura do papel para a lista de votantes...Preciso acrescentar alguma coisa mais aqui a este texto?
Achei no mínimo emocionante esta cena, imaginei a tamanha felicidade daquela dita "velha", em poder mesmo que, com relutância assinar seu próprio nome ali, aquela senhora pra mim é sim, uma jovem que sonha ainda que em pouco tempo e acredita ver seus sonhos realizados, uma jovem que vê na vida sempre mais, sempre um apredizado.
Noutro momento um senhor de cabelos alvos, entrou sorridente comentando sobre o segundo turno das eleições para a presidência, dizia em bom som e com sorriso no rosto: "vamos lá de novo, escolhemos, e depois se não dá certo nós tiramos eles e colocamos outros", achei o máximo a juventude que vinha de dentro daquele dito "velho", quer mais jovialidade que isso? quer mais força física e mental que isso?
Enquanto nós "jovens" de vinte e poucos nos escabelamos e achamos por vezes ou outra estarmos cansados da vida, chega uma jovem guria sonhadora de setenta e poucos, e um guri idealista de noventa e poucos pra nos dizer: Acordem, não envelheçam antes do tempo, não cansem antes da hora, aliás, não existe hora pra ficar cansado meus jovens, vamos à luta, temos todo o tempo do mundo.
...perder estes "velhos" é perder um mundo novo...
Nana
13/10/2010
sábado, 11 de setembro de 2010
De lúcido e louco todo mundo tem um pouco.
Assistindo a um documentário na TV sobre a loucura, e a vida nos manicômios, a repórter fazia uma entrevista com a assistente social naquele local e fez a tal pergunta: O que é loucura pra você? No que ela respondeu adivinhem com o que? Com a simples resposta de um “louco”, "Aqui dentro não existem loucos apenas pessoas que não agüentaram a loucura do mundo lá fora"
Isso me fez pensar muito, durante dias, no verdadeiro sentido da palavra lucidez. Penso, penso, penso e me dou um tempo pra não enlouquecer.
Seriam pessoas “normais” as que aceitam o mundo como ele é, que aceitam muitas vezes de braços cruzados esta falsidade, esta mesquinharia, esta falta de humildade, esta incapacidade de entender o outro, esta facilidade de julgar o outro, esta falta de solidariedade? Se isso é ser normal, quero enlouquecer.
Noutro dia assisti outra cena de um dito “doente mental”, um senhor bem vestido, bem arrumado e com jeito de pessoa do bem andava pela rua com outra que o cuidava, quando passou um trombadinha e quis assaltá-lo, ele reagiu e acabou levando um soco no rosto, ele ficou tão indignado que começou a gritar e dizer da ira dele por ter sido tão humilhado. Entrou em crise de “loucura”, (que pra mim foi pura crise de lu-ci-dez!),cai como uma luva a frase de Raulzito,”Não sou louco o mundo é que não entende minha lucidez”, o que ocorreu logo após sim foi no mínimo coisa de ... mundo louco,sistema bruto e sociedade regrada erroneamente, o homem foi algemado acreditem, ele que levou um soco no rosto, ele que foi humilhado por um trombadinha qualquer que queria pegar o seu dinheiro que parte era para comprar seu remédio para lucidez, enquanto isso o “lúcido” fugia, pela rua a fora.
Fiquei horrorizada ao ver tal cena, e fiquei pensando, como é fácil enlouquecer em um mundo que o errado vira certo, pior, em um mundo que aceita o errado como certo. Lógico, que ele iria gritar se atirar no chão e fazer aquela cena medonha, porque ele estava correto e queria que acreditassem nele, ele tinha sido envergonhado, e roubado. Atire a primeira pedra quem não tem vontade de gritar,gritar, gritaaaaaaaar, surtar mesmo de vez em quando.To caaalma! to caaalma!
Fica ai a grande dúvida, seriam os loucos lúcidos? Ou seriam os lúcidos loucos? Temos dias lúcidos, mas que estamos loucos e temos dias loucos, mas estamos em nossa plena lucidez. Que loucuraaa! Controle-se. Já tomou seu calmante hoje?
"Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez
Eeeeeeeeuu!...
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez"
(Raul dos Santos Seixas)
Isso me fez pensar muito, durante dias, no verdadeiro sentido da palavra lucidez. Penso, penso, penso e me dou um tempo pra não enlouquecer.
Seriam pessoas “normais” as que aceitam o mundo como ele é, que aceitam muitas vezes de braços cruzados esta falsidade, esta mesquinharia, esta falta de humildade, esta incapacidade de entender o outro, esta facilidade de julgar o outro, esta falta de solidariedade? Se isso é ser normal, quero enlouquecer.
Noutro dia assisti outra cena de um dito “doente mental”, um senhor bem vestido, bem arrumado e com jeito de pessoa do bem andava pela rua com outra que o cuidava, quando passou um trombadinha e quis assaltá-lo, ele reagiu e acabou levando um soco no rosto, ele ficou tão indignado que começou a gritar e dizer da ira dele por ter sido tão humilhado. Entrou em crise de “loucura”, (que pra mim foi pura crise de lu-ci-dez!),cai como uma luva a frase de Raulzito,”Não sou louco o mundo é que não entende minha lucidez”, o que ocorreu logo após sim foi no mínimo coisa de ... mundo louco,sistema bruto e sociedade regrada erroneamente, o homem foi algemado acreditem, ele que levou um soco no rosto, ele que foi humilhado por um trombadinha qualquer que queria pegar o seu dinheiro que parte era para comprar seu remédio para lucidez, enquanto isso o “lúcido” fugia, pela rua a fora.
Fiquei horrorizada ao ver tal cena, e fiquei pensando, como é fácil enlouquecer em um mundo que o errado vira certo, pior, em um mundo que aceita o errado como certo. Lógico, que ele iria gritar se atirar no chão e fazer aquela cena medonha, porque ele estava correto e queria que acreditassem nele, ele tinha sido envergonhado, e roubado. Atire a primeira pedra quem não tem vontade de gritar,gritar, gritaaaaaaaar, surtar mesmo de vez em quando.To caaalma! to caaalma!
Fica ai a grande dúvida, seriam os loucos lúcidos? Ou seriam os lúcidos loucos? Temos dias lúcidos, mas que estamos loucos e temos dias loucos, mas estamos em nossa plena lucidez. Que loucuraaa! Controle-se. Já tomou seu calmante hoje?
"Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez
Eeeeeeeeuu!...
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez"
(Raul dos Santos Seixas)
quinta-feira, 22 de julho de 2010
A inércia do povo ao sistema
Tenho ouvido algumas frases que me deixam estarrecidas.
Um domingo desses frio pra caramba, meu marido e eu saíamos de casa atrasados para um batizado, e sem contar na ressaca que eu estava, quando passou um homem com as duas filhas vendendo lenha em uma carroça, meu marido perguntou se eu queria, respondi que não obrigada, mas o homem voltou e disse que precisava vender pois tinha que comprar carne pro almoço de domingo, eu disse: paga ele então que ele nos traz depois do almoço as lenhas.
Não riem!
Isso faz mais de um mês, ainda espero minhas lenhas em uma bela carroça, com um belo cavalo branco e o George Clooney guiando-a! Acordei!!
Mas o pior não foi que fiquei sem a lenha, e nem o dinheiro que perdi porque não vai me fazer muuuuita falta, e eu podia até dar se ele pedisse.
O pior foi quando contei para uma pessoa o acontecido, e tive um susto, ela começou a rir compulsivamente e me disse: “também, só tu mesmo, não se faz isso”. Hã?
Fiquei ali com cara de tacho, até vergonha me deu, quer dizer então que a errada fui eu? Eu errei em confiar que ele me traria a lenha?
Daí resolvi testar as pessoas e fui contando a mesma história, de dez que contei dez riram e disseram a mesma coisa, ainda enfatizzram: “Não adianta a coisa é assim e se tu não se adaptar leva choque!”
Terça feira o filho de uma atriz e muitos outros pelo Brasil a fora foram mortos por atropelamento porque uns “boys” estavam fazendo “pega” em uma pista fechada de um túnel, e o que as pessoas falam? “Também o que tem que andar de skate em um túnel!”.
É capaz de falarem que o menino morto por uma bala perdida estava no lugar errado na hora errada, na aula de matemática. Onde já se viu!
Mulheres agora não tem mais o direito de virarem “ex”, nem pedir DNA de um filho, porque estão prestes a serem apedrejadas, tiroteadas, esquartejadas e servindo até de comidas de cães, aonde estamos? Aonde vamos parar minha gente?
Errado aquele aposentado que saiu do banco com seu dinheiro à mostra e foi espancado por marginais que queriam o seu salário?
Errado o homem que concertava a porta da sua casa com uma furadeira que "podia" ser confundida com uma arma pelos policiais?
Estamos errados quando não conferimos o troco na padaria ou está errado quem por falta de caráter nos deu o troco pra menos?
Você deixa sua janela aberta ou somente escolhe não colocar grades nas portas, entram roubam o pouco que você tem e quem é o errado? Você meu amigo que facilitou, você que resolveu não viver como um presidiário, porque é exatamente isso que estamos virando, presidiários com penas perpétuas.
Quem é culpado por aquele senador, deputado, prefeito que roubou o que podia, que não arrumou a sua rua ou que não repassou o dinheiro da merenda escolar?
Nós? Que votamos com a intenção de que arrumassem a bagunça? Nós? que queríamos ordem no galinheiro?
Busquem na lembrança de vocês, todos já devem ter ouvido algo parecido. A coisa errada está tão banalizada que parece que todas as barbáries que vimos e ouvimos é comum, que não tem mais o que fazer, as pessoas estão erroneamente tentando se adaptar ao ilícito, ao censurável, ao desonesto numa inércia que só nos levará ao fundo do poço, há sim ainda o que fazer, não se adaptar ao sistema é o primeiro passo,colocar na mente que o errado não foi o skatista, o aposentado, a ex- esposa ou o menino na sala de aula, errado é quem está fazendo a coisa errada e pronto! Isso é certo!
Um domingo desses frio pra caramba, meu marido e eu saíamos de casa atrasados para um batizado, e sem contar na ressaca que eu estava, quando passou um homem com as duas filhas vendendo lenha em uma carroça, meu marido perguntou se eu queria, respondi que não obrigada, mas o homem voltou e disse que precisava vender pois tinha que comprar carne pro almoço de domingo, eu disse: paga ele então que ele nos traz depois do almoço as lenhas.
Não riem!
Isso faz mais de um mês, ainda espero minhas lenhas em uma bela carroça, com um belo cavalo branco e o George Clooney guiando-a! Acordei!!
Mas o pior não foi que fiquei sem a lenha, e nem o dinheiro que perdi porque não vai me fazer muuuuita falta, e eu podia até dar se ele pedisse.
O pior foi quando contei para uma pessoa o acontecido, e tive um susto, ela começou a rir compulsivamente e me disse: “também, só tu mesmo, não se faz isso”. Hã?
Fiquei ali com cara de tacho, até vergonha me deu, quer dizer então que a errada fui eu? Eu errei em confiar que ele me traria a lenha?
Daí resolvi testar as pessoas e fui contando a mesma história, de dez que contei dez riram e disseram a mesma coisa, ainda enfatizzram: “Não adianta a coisa é assim e se tu não se adaptar leva choque!”
Terça feira o filho de uma atriz e muitos outros pelo Brasil a fora foram mortos por atropelamento porque uns “boys” estavam fazendo “pega” em uma pista fechada de um túnel, e o que as pessoas falam? “Também o que tem que andar de skate em um túnel!”.
É capaz de falarem que o menino morto por uma bala perdida estava no lugar errado na hora errada, na aula de matemática. Onde já se viu!
Mulheres agora não tem mais o direito de virarem “ex”, nem pedir DNA de um filho, porque estão prestes a serem apedrejadas, tiroteadas, esquartejadas e servindo até de comidas de cães, aonde estamos? Aonde vamos parar minha gente?
Errado aquele aposentado que saiu do banco com seu dinheiro à mostra e foi espancado por marginais que queriam o seu salário?
Errado o homem que concertava a porta da sua casa com uma furadeira que "podia" ser confundida com uma arma pelos policiais?
Estamos errados quando não conferimos o troco na padaria ou está errado quem por falta de caráter nos deu o troco pra menos?
Você deixa sua janela aberta ou somente escolhe não colocar grades nas portas, entram roubam o pouco que você tem e quem é o errado? Você meu amigo que facilitou, você que resolveu não viver como um presidiário, porque é exatamente isso que estamos virando, presidiários com penas perpétuas.
Quem é culpado por aquele senador, deputado, prefeito que roubou o que podia, que não arrumou a sua rua ou que não repassou o dinheiro da merenda escolar?
Nós? Que votamos com a intenção de que arrumassem a bagunça? Nós? que queríamos ordem no galinheiro?
Busquem na lembrança de vocês, todos já devem ter ouvido algo parecido. A coisa errada está tão banalizada que parece que todas as barbáries que vimos e ouvimos é comum, que não tem mais o que fazer, as pessoas estão erroneamente tentando se adaptar ao ilícito, ao censurável, ao desonesto numa inércia que só nos levará ao fundo do poço, há sim ainda o que fazer, não se adaptar ao sistema é o primeiro passo,colocar na mente que o errado não foi o skatista, o aposentado, a ex- esposa ou o menino na sala de aula, errado é quem está fazendo a coisa errada e pronto! Isso é certo!
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