quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Saudades Mãe

Dois anos...Dois anos...a dor é simplesmente a mesma, é a mesma dor daquele dia horroroso de Outubro, sinto tua falta a cada dia que passa, cada minuto, e a cada segundo sem você, posso estar com um sorriso no rosto ou com jeito de mulher forte, mas sempre, sempre está em meus pensamentos e o meu coração chora de tristeza, e o choro fica ali quieto na garganta.

Às vezes a dor é tão grande que da vontade de estar ai de uma vez juntinho de ti mãe, esteja onde estiver.

Viajo em minhas lembranças e ouço tua voz e tuas risadas perfeitamente quando quero, e quando preciso te vejo com tanta realidade que até se ausenta um pouco (mas muito pouco) da tristeza.

Só que a separação física é muito difícil, é difícil viajar nas lembranças e de repente cair na realidade dolorida de saber que você não está mais aqui, pra eu poder te contar tudo que eu quero, dizer o que ficou faltando dizer, e também aquilo que não disse o suficiente, dizer que te amei tanto, que te amo, que foi a melhor mãe do mundo, a melhor avó do mundo, saber que não posso te dar um abraço beeem apertado, sentir teu cheiro, te dar um beijo bem demorado... Tudo isso dói, e é exatamente a mesma dor sempre.

Existe uma pergunta que me faço até hoje, POR QUÊ? Porque tu se foi? Porque, por quê?

E não tem resposta, não tem explicação, no lugar da resposta e da explicação fica apenas um vazio, vazio este que às vezes até gosto porque parece que é exatamente ali naquele vazio, naquele silêncio, que te encontro, ai eu fico pensando, como é complicado esta tal morte que até de um vazio se gosta!

É tudo muito complexo pra um simples mortal, lembrei agora de quando voltei de lá (onde nos separamos de vez, sem saber pra onde você iria), e cheguei em casa e vi na mesa do teu quarto teu óculos, meio copo de água do lado que tu havia tomado o último analgésico, e na geladeira o doce que a tia havia trazido e que nem deu tempo de tocar, a cama desarrumada como deixou e no travesseiro teu cheiro...ah! como queria que aquele cheiro não saísse nunca mais dali mas saiu, assim como tu se foi.

Mãe nem que eu escreva um livro, mesmo assim nunca conseguiria explicar a dor no meu peito (sempre escondidinha), a tristeza (sempre maquiada com um sorriso alto) , a vontade de te ver (cortada por um “nunca mais”) , nunca explicaria a falta que tu me faz cada dia da minha vida e nunca explicaria o choro eterno dentro do meu coração, nunca.

TE AMO TE AMO TE AMO...SAUDADES!

Nana

Outubro/ 2009.

Um comentário:

  1. Lindo amiga, que texto cheio de dor e sentimento ...
    adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiii

    Um beijo grande

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